2 de maio de 2018
Hoje eu tava usando a internet pro seu fim mais importante, que é rir da desgraça humana na terra por meio de vídeos no youtube (o segundo fim mais importante é a pirataria), até que o algoritmo mágico desse site me levou para 2011: Rebecca Black e o hino pop atemporal Friday. A música fala sobre sua rotina de pré-adolescente e como ela espera ansiosamente a sexta pra dar um role com seus amigos, que claramente não têm idade para dirigir ou consumir bebida alcoólica, por mais que façam isso no vídeo de forma preocupante. Essa letra aleatória é complementada por um rapper ainda mais aleatório que aparece no meio do negócio pra mandar um freestyle dentro desse mesmo universo: sexta-feira, role, como é bom andar de carro no banco de trás (que?) e fazer uma ultrapassagem num ônibus escolar (que??). Agora to aqui pensando, nesse ônibus lotado enquanto uso minha coordenação motora pra escrever com uma mão, que deve ser possível meter um rap em qualquer contexto. Inclusive já quero esse serviço. Vou solicitar em cada momento constrangedor ou incômodo (no caso da música da Rebecca as duas hipóteses se encaixam) alguém que me substitua e saia mandando um rap em meu nome com o contexto da ocasião, me livrando do fardo de continuar presente ali. Já podem aproveitar o know-how da Uber e oferecer esse serviço por aplicativo. Essa situação me fez lembrar uma crônica do Caio Fernando Abreu, "Deus é naja" (leiam!). Lá, ele diz que deveria existir um disque-atropelamento, pra você encomendar sua morte no momento ideal e da forma mais dolorosa possível (de preferência esmagado por uma carreta) tudo para fugir das pequenas humilhações cotidianas. Acho que meu serviço de E-Rapper (temos uma marca registrada?) seria concorrente direto do disque-atropelamento. Alô @polishop, temos uma mina de ouro aqui!

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